segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
TIRADENTES 2012: Política, cidade e debate entre crítica e cineastas marcam mostra
Muita coisa aconteceu na pequenina Tiradentes nos últimos nove dias. Da homenagem a Selton Mello à premiação de A Cidade é uma Só?, torna-se até difícil abarcar em apenas um texto o que aconteceu na 15ª Mostra de Tiradentes, tamanha a intensidade dos debates e a possibilidade de diálogos oferecida pelos filmes exibidos.
Passando pelos longas-metragens que competiram na seleção Aurora, dedicado a novos realizadores comprometidos com um cinema um pouco diferente do que você está acostumado a ver no circuito comercial, percebe-se uma preocupação clara com a cidade e o desenvolvimento urbano. Melhor: por um viés político-cinematográfico.
São os casos de A Cidade é uma Só?, grande premiado da Mostra de Tiradentes, HU, agraciado pelo Júri Jovem, Corpo Presente, As Horas Vulgares e Balança Mas Não Cai, cinco dos sete filmes projetados na Aurora.
Continue lendo o texto de balanço da Mostra de Tiradentes no Cineclick.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
J. Edgar, de Clint Eastwood – Parte 1
O blog Urso de Lata inicia neste post uma sequência de comentários sobre J. Edgar. Os textos partem de uma sensação de limitação em dar conta de todos os aspectos do novo filme de Clint Eastwood - sejam os méritos e os deméritos - em um único texto. Indicado a dois Globos de Ouro e sumariamente ignorado no Oscar, o filme estreia nesta sexta-feira (27/1).
John Edgar Hoover, um homossexual
A homossexualidade do todo-poderoso do Federal Bureau of Investigation segue o script dos gays até os anos 1950: discrição e vida dupla. Silêncio. Não há um parceiro da intimidade, mas um amante dublê de amigo e braço direito.
Existem algumas lindas cenas que dão conta do conflito de um homem que não pode estar inteiro nos principais momentos de sua vida. A mais bonita é a que em Leonardo DiCaprio se confronta com seu reflexo no espelho. Ele ameaça colocar um colocar da mãe no pescoço e envergar seu vestido. “Resista, Edgar. Resista”, diz em voz alta, citando uma conversa com a mãe já morta.
Sim, um momento forte. É quando um homem talhado para ser forte, impenetrável, teso e jamais trôpego, desnuda-se para o espelho (e para a câmera). É quando um mito vira homem. E o homem torna-se menino. O menino precisa de colo, mas não tem.
Mesmo emocionante, linda e marcante, esta cena é de irritante didatismo. É quase uma apropriação primária de Lacan e de como o sujeito se constrói a partir da imagem que lhe é devolvida pelo espelho. O roteiro de Dustin Lance Black lançou mão de um chavão, de um espaço naturalmente dramático (o quarto pouco iluminado, um homem e um espelho) para criar um efeito de descoberta.
Profundamente eficiente. Profundamente tocante. E profundamente repetitiva.
Milk e J. Edgar: Sean Penn e DiCaprio
Por outro lado, é evidente a importância de um roteirista assumidamente homossexual como Lance Black. Assim, o filme não foge de um aspecto fundamental do caráter do personagem. Mas é curioso pensar também em J. Edgar como a antítese de Milk – A Voz da Igualdade, o longa anterior de Lance Black como roteirista.
Harvey Milk é o homem para fora, John Edgar Hoover volta-se para dentro. Um é expansão, outro repressão. Se é explícita a oposição dos filmes, há quesitos que os une por razoes diversas. O principal deles é o amor.
Milk prega o amor, mas não o vive por se dedicar fortemente à militância contra a repressão aos homossexuais nos Estados Unidos nos anos 1970. Hoover também ama, mas não vive a plenitude do sentimento. Em parte, pela prisão do cargo de fundador e diretor do FBI por 48 anos; em parte, porque para ele é a imagem do horror amar outro homem.
É no amor que não pode ser vivido por conta de circunstâncias externas que Milk – A Voz da Igualdade e J. Edgar conversam.
Mesmo didático, o roteiro de Lance Black capta com sensibilidade outra característica de Hoover e um arquétipo da homossexualidade em determinados períodos históricos. A relação dele com seu companheiro/braço direito/testa de ferro/amor Clyde Tolson é a de um companheirismo velado, de breque e freio quando se chega muito perto, muito dentro.
J. Edgar compartilha alguns sentimentos conosco – especialmente o de melancolia. Hoover é um personagem muito contraditório. Um escroto de primeira marca por muitas vezes. E no filme há um aspecto em que a homossexualidade de Hoover e sua postura como diretor do FBI andam juntas:
John Edgar Hoover é um homem que bate pra não ser arranhado.
Afeto
O afeto é um aspecto do filme que permanece. E aí entra a sensibilidade de Clint Eastwood para situações que são barril de pólvora – vide o que está debaixo dos escombros de Sobre Meninos e Lobos.
É no comentário sobre o afeto da tortuosa relação de Edgar com Clyde que Clint consegue ser contemporâneo – por abordar frontalmente a hoje explicitada homossexualidade do todo-poderoso do FBI –, mas sem que isso implique um anacronismo na sua direção.
O tratamento que Clint dá à homossexualidade de Edgar não é covarde, mas também não é panfletário. Há um equilíbrio no tom para o que a história desse filme realmente precisa. A sensação é de que não há uma pré-concepção de qual nota J. Edgar executaria para se aproximar do tema. Toca-se na nota que o personagem – e o contexto histórico – pedem.
E qual é a chave que o filme encontra? A do afeto. E me parece ser a mais adequada quando se trata de um filme de uma época em que afagar a mão de outro homem seria ato impensável.
Com isso, por favor, espero que não se entenda que este comentário é um manifesto por mais pudor no cinema. Pelo amor de Deus! Senão, este blogueiro não teria dedicado um ensaio e tantos outros comentários apaixonados pelo cinema de Jacques Nolot, a antítese do tratamento do sexo que o filme de Clint opta.
É apenas reconhecer que a sensibilidade de Clint é fundamental para que toda a narrativa quanto à homossexualidade de John Edgar Hoover flua com naturalidade, não com uma imposição externa.
Textos relacionados:
Millenium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres - Crítica
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| Rooney Mara, indicada ao Oscar de Melhor Atriz |
Antes de perder tempo comparando quem é melhor – o original sueco ou a refilmagem hollywoodiana –, é mais interessante enveredar por outro aspecto de Millenium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres: o ruído entre o mundo de ontem e o mundo de hoje.
Nesse filme de ação e mistério (ora agudo, ora assustador), há duas maneiras de desvendar um mistério: o da dedução lógica e contato tete-a-tete e o ultratecnológico. Por trás dos efeitos constantes de Millenium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres e do jogo de xadrez cadavérico que o jornalista Mikael (Daniel Craig, fraco como de costume) e Lisbeth (Rooney Mara, muito interessante) tentam compreender, existe o confronto entre métodos de investigação.
Continue lendo a crítica na Revista Interlúdio.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Protesto contra violência da polícia em Pinheirinho chega a Tiradentes
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| Marat Descartes, um dos atores de Corpo Presente, protestou contra violência em comunidade do Pinheirinho |
A noite de quarta-feira (25/1) na Mostra de Tiradentes foi de celebração pela pré-estreia de Corpo Presente, mas também de protestos. Assim como acontecera há dois dias quando os cineastas Juliana Rojas e Marco Dutra, de Trabalhar Cansa, criticaram a ação da Polícia Militar, endossada pela prefeitura de São José dos Campos e pelo governo do Estado de São Paulo, de desocupação da comunidade do Pinheirinho, o ator Marat Descartes leu, no palco do Cine Tenda, uma moção de repúdio.
“Estamos em um momento de alegria e celebração, mas não podemos fechar os olhos para algo de muito grave que está acontecendo em nosso país e, em especial, São Paulo”, disse Descartes, antes de iniciar a leitura da “Moção de repúdio à política do coturno em Pinheirinho”, mesmo manifesto que havia sido lido por Rojas e Dutra na terça-feira. O público do Cine Tenda aplaudiu a atitude.
Continue lendo a matéria no Cineclick.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
As Horas Vulgares: jazz e desencanto na Mostra de Tiradentes
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| As Horas Vulgares, raro exemplo de longa-metragem produzido no Espírito Santo |
Após um começo desinteressante com o documentário Balança mas Não Cai, a seleção Aurora da Mostra de Tiradentes, dedicada a diretores no primeiro ou no segundo longa-metragem, ganhou novo ânimo na noite de terça-feira (23/1) com a exibição de As Horas Vulgares.
Dirigida por Rodrigo de Oliveira e Vitor Graize, o filme se passa em Vitória, Espírito Santo, e tem como centro de ação o encontro de dois amigos, Théo e Lauro, na noite das ruas da cidade e na casa de amigos. Numa bela fotografia em preto e branco, eles lembram do passado, de uma mulher que une a história os dois (ela se chama Clara), das noites de jazz e do desconforto com a falta de ação.
Continue lendo a crítica no Cineclick.
Morre Theo Angelopolos, de A Poeira do Tempo
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| Angelopoulos em Cannes com a Palma de Ouro por Uma Enternidade em um Dia |
Atropelado, vejam só, enquanto buscava uma locação para O Outro Mar, filme que lidaria com a crise na Grécia. O mestre grego Theo Angelopolous se vai, dois anos e meio depois de ter na Mostra de SP uma grande retrospectiva de seus longas.
O cinema de Angelopolous é peça-chave para entender a formação da Grécia. Alguns links para se entender o diretor de A Poeira do Vento:
Entrevista a Luiz Joaquim, do Cinema Escrito (clique na aba entrevistas e busque na página pela matéria)
Perfil do The Guardian (UK) com a estética do cineasta e seu projeto inconcluso.
Pequeno perfil com fatos e prêmios da carreira de Angelopoulos
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Oscar 2012: veja lista dos indicados ao prêmio da Academia
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| Algumas surpresas na lista do Oscar |
- Na categoria Melhor Filme, a Academia indicou nove filmes, sendo sete já incluídos na premiação do Sindicato dos Produtores (PGA). Entraram A Árvore da Vida e Tão Forte, Tão Perto -- saiu Missão Madrinha de Casamento.
- Já em Melhor Ator, duas surpresas: Nick Nolte e Max von Sydow.
- No roteiro, ótima surpresa: Asghar Farhadi, de A Separação [leia a crítica] foi um dos cinco indicados. Por outro lado, Missão Madrinha de Casamento também foi indicado. Que coisa...
- Na direção, David Fincher foi ignorado, assim como em Melhor Filme, já que Millenium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres ficou fora.
- Na categoria Melhor Atriz, que parecia ser a mais fechada e com menos surpresas, teve uma troca significativa: saiu Tilda Swinton, de Precisamos Falar sobre Kevin, e entrou Rooney Mara, de Millenium.
- Fato raro: um ano sem nenhum filme da Pixar indicado a Melhor Animação. Rio, de Carlos Saldanha, não entrou.
- Na Trilha Sonora, John Williams abocanhou duas indicações por Cavalo de Guerra e As Aventuras de Timtim. Se ele espirrar, a Academia vai indicá-lo. Mas o genial Alexandre Desplat, candidato por A Árvore da Vida, Carnage e Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II, passou longe. É...
- Em filme estrangeiro, o belga Bullhead foi indicado. Piada, né? Filme fraquíssimo.
- Apenas duas canções originais foram indicadas. Regras da Academia de elegibilidade, coeficiente etc (entenda aqui no artigo IV, Voting)
Melhor Filme
Cavalo de Guerra (War Horse)
O Artista (The Artist)
O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)
Os Descendentes (The Descendants)
A Árvore da Vida (The Tree of Life)
Meia-noite em Paris (Midnight in Paris)
Histórias Cruzadas (The Help)
A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)
Tão Forte, Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close)
Atriz Coadjuvante
Bérénice Bejo (O Artista)
Jessica Chastain (Histórias Cruzadas)
Melissa McCarthy (Missão Madrinha de Casamento)
Janet McTeer (Albert Nobbs)
Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)
Ator Coadjuvante
Kenneth Branagh (Sete Dias com Marylin)
Jonah Hill (O Homem que Mudou o Jogo)
Nick Nolte (Warrior)
Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)
Max von Sydow (Tão Forte, Tão Perto)
Melhor Atriz
Glenn Close (Albert Nobbs)
Rooney Mara (Millenium - O Homem que Não Amava as Mulheres)
Viola Davis (Histórias Cruzadas)
Meryl Streep (Dama de Ferro)
Michelle Williams (Sete Dias com Marylin)
Melhor Ator
Demian Bichir (A Better Life)
George Clooney (Os Descendentes)
Jean Dujardin (O Artista)
Gary Oldman (O Espião que Sabia Demais)
Brad Pitt (O Homem que Mudou o Jogo)
Melhor Direção
Michel Hazanivicus (O Artista)
Alexander Payne (Os Descendentes)
Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)
Woody Allen (Meia-noite em Paris)
Terrence Malick (A Árvore da Vida)
Melhor Roteiro Original
The Artist
Bridesmaids
Midnight in Paris
Margin Call
A Separation
Melhor Roteiro Adaptado
The Descendants
Hugo
The Ides of March
The Girl With the Dragon Tattoo
Tinker Tailor Soldier Spy
Melhor Filme em Língua Estrangeira
Bullhead
Footnote
In Darkness
Monsier Lazhar
In Separation
Melhor Animação
A Cat in Paris
Chico & Rita
Kung Fu Panda 2
Puss in Boots
Rango
Melhor Curta-metragem em Animação
Dimanche/Sunday, de Patrick Doyon
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore, de William Joyce and Brandon Oldenburg
La Luna, de Enrico Casarosa
A Morning Stroll, de Grant Orchard and Sue Goffe
Wild Life, de Amanda Forbis e Wendy Tilby
Melhor Curta-metragem
Pentecost, de Peter McDonald and Eimear O'Kane
Raju, de Max Zähle and Stefan Gieren
The Shore, de Terry George and Oorlagh George
Time Freak, de Andrew Bowler and Gigi Causey
Tuba Atlantic, de Hallvar Witzø
Melhor Trilha Sonora
As Aventuras de Timtim (John Williams)
O Artista (Ludovic Bource)
A Invenção de Hugo Cabret (Howard Shore)
O Espião que Sabia Demais (Alberto Iglesias)
Cavalo de Guerras (John Williams)
Melhor Canção Original
Man or Muppet, de Os Muppets (Música e letra de Bret McKenzie)
Real in Rio, de Rio (Música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown, letra Siedah Garrett)
Edição de Som
Drive (Lon Bender e Victor Ray Ennis)
Millenium – Os Homens Homens que Não Amavam as Mulheres (Ren Klyce)
Hugo (Philip Stockton e Eugene Gearty)
Transformers: O Lado Oculto da Lua (Ethan Van der Ryn e Erik Aadahl)
Cavalo de Guerra (Richard Hymns and Gary Rydstrom)
Mixagem
Millenium – Os Homens que Amavam as Mulheres (David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce e Bo Persson)
Hugo (Tom Fleischman and John Midgley)
O Homem que Mudou o Jogo (Deb Adair, Ron Bochar, Dave Giammarco e Ed Novick)
Transformers: O Lado Oculto da Lua (Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush e Peter J. Devlin)
Cavalo de Guerra (Gary Rydstrom, Andy Nelson, Tom Johnson e Stuart Wilson)
Efeitos Visuais
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II (Tim Burke, David Vickery, Greg Butler and John Richardson)
A Invenção de Hugo Cabret (Rob Legato, Joss Williams, Ben Grossman e Alex Henning)
Gigantes de Aço (Erik Nash, John Rosengrant, Dan Taylor e Swen Gillberg)
Planeta dos Macacos: A Origem (Joe Letteri, Dan Lemmon, R. Christopher White e Daniel Barrett)
Transformers: O Lado Oculto da Lua (Scott Farrar, Scott Benza, Matthew Butler e John Frazier)
Melhor Maquiagem
Albert Nobbs (Martial Corneville, Lynn Johnston e Matthew W. Mungle)
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II (Edouard F. Henriques, Gregory Funk e Yolanda Toussieng)
A Dama de Ferro (Mark Coulier e J. Roy Helland)
Melhor Documentário
Hell and Back Again
If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front
Paradise Lost 3: Purgatory
Pina
Undefeated
Melhor Documentário em Curta-metragem
The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement
God Is the Bigger Elvis
Incident in New Baghdad
Saving Face
The Tsunami and the Cherry Blossom
Melhor Montagem
O Artista (Anne-Sophie Bion e Michel Hazanavicius)
The Descendants (Kevin Tent)
Millenium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (Kirk Baxter e Angus Wall)
A Invenção de Hugo Cabret (Thelma Schoonmaker)
O Homem que Mudou o Jogo (Christopher Tellefsen)
Direção de Arte
O Artista (Production Design: Laurence Bennett; Set Decoration: Robert Gould)
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II (Production Design: Stuart Craig; Set Decoration: Stephenie McMillan)
A Invenção de Hugo Cabret (Production Design: Dante Ferretti; Set Decoration: Francesca Lo Schiavo)
Meia-noite em Paris (Production Design: Anne Seibel; Set Decoration: Hélène Dubreuil)
Cavalo de Guerra (Production Design: Rick Carter; Set Decoration: Lee Sandales)
Melhor Fotografia
O Artista (Guillaume Schiffman)
Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres (Jeff Cronenweth)
A Invenção de Hugo Cabret (Robert Richardson)
A Árvore da Vida (Emmanuel Lubezki)
Cavalo de Guerra (Janusz Kaminski)
Melhor Figurino
Anônimo (Lisy Christl)
O Artista (Mark Bridges)
A Invenção de Hugo Cabret (Sandy Powell)
Jane Eyre (Michael O'Connor)
W.E. - O Romance do Século (Arianne Phillips)
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