sábado, 16 de agosto de 2008

A pulsão da estréia

de Gramado, Rio Grande do Sul

Selton Mello e Matheus Nachtergaele são dois atores com sangue nas veias, de personagens que rompem limites da interpretação. A mesma pulsão de ator está na estréia de ambos na direção de longas-metragens. Selton com “Feliz Natal” (premiado no Festival de Paulínia) e Matheus com “A Festa da Menina Morta” (exibido ontem à noite em Gramado).

Selton foi do transe de “Lavoura Arcaica” (“neste filme eu pude ser eu mesmo, me expressar”) ao idealista Dico de “Os Desafinados”. Em vez de aliviar ao estrear na direção de longas (já havia feito dois curtas), o ator-diretor mergulhou em “Feliz Natal” para mostrar a degradação de cada membro de uma família. Selton aposta na alma dos atores, cola a câmera no rosto para extrair sentimentos e explode na trilha para criar angústia.

Matheus, como ator, foi de releitura de Mazaroppi em “Tapete Vermelho” ao gay afetado Dunga (“Amarelo Manga”). Na direção, com “A Festa da Menina Morta”, mantém o movimento de mergulho profundo para falar de incesto, religiosidade, fé e limites humanos, ambientando a confusão em uma comunidade ribeirinha do Amazonas.

Corajoso dois atores consagrados agregar uma nova camada à carreira (a direção), abordando temas profundos. Ou, talvez, simplesmente um movimento natural e sincero com eles mesmos. Selton, por exemplo, declarou que, como ator, pode se expressar apenas duas vezes: em “Lavoura Arcaica” e “O Cheiro do Ralo”. A direção de “Feliz Natal” é a terceira.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Crítico

de Gramado, Rio Grande do Sul

Kleber Mendonça Filho é crítico do Jornal do Commercio de Pernambuco. Pernambuco é um estado com importância histórica e vida cultural. O cinema lá teve ciclos, sendo os mais fortes o da década de 70, cheio de produções em Super-8, e o pós-97, quando foi lançado o premiado “Baile Perfumado”.

Na história da crítica, uma série de pessoas deixaram o posto de avaliador de filmes para realizá-los – ou, até mesmo, alternar realização e avaliação. Nos anos 60, uma geração agiu assim, que viria a formar a Nouvelle Vague, lançando idéias ao pensar o cinema. Truffaut fala disso em "Os Filmes da Minha Vida", especialmente na apresentação.

Kleber fez um exercício de sair do posto de crítico, olhar para as questões que envolvem a atividade a partir das opiniões de críticos e realizadores. “Crítico” foi exibido na tarde desta sexta-feira (15/08) no Festival de Gramado, como atividade paralela – assim como o será o interessante “Aborto dos Outros”.

O documentário de Kleber traz uma penca de questões que só seriam possíveis de serem recordadas tim tim por tim tim caso o espectador (provavelmente, crítico/jornalista) anotasse em um bloquinho. É um baita exercício de reflexão, muito interessante não só para jornalistas, mas para quem olha o cinema como o arte que constrói (e destrói) identidades e forma cabeças.

Para quem atua cobrindo cinema, o filme deveria ser guardado em um bolso e ser consultado sempre que preciso, para dar uma arejada, refrescada, criar dúvidas, trazer anormalidade ao normal. Ou simplesmente apagar tudo e reescrever.

A diferença entre filmes

de Gramado, Rio Grande do Sul

Bressane declarou recentemente que só aceitou a homenagem recebida na quarta-feira pelo Festival de Gramado por conta da nova curadoria (Sérgio Sanz e José Carlos Avellar) que, segundo o cineasta, está tirando o festival do funeral.

Este ano, os filmes estão muito diferentes entre si. Duas noites em especial evidenciaram as diferenças:

-- “Perro Come Perro” e “Pachamama”

O longa colombiano vai ao mundo do crime para ambientar sua história cheia reviravoltas, numa dinâmica de ação com a cor local (“magia negra”). Na trama, e em seu desfecho, há um círculo do qual não se foge, como o título sugere: cachorro come cachorro. A comilança sempre vai ocorrer com A que come B que come C que come D...

Já o nacional “Pachamama”, de Eryk Rocha, é pessoal, em primeira pessoa, um olhar filtrado. A ação não é pré-determinada, mas deixa-se levar pelos acontecimentos políticos da Bolívia e Peru. Fala de identidade, de política e integração.

Neusa Barbosa, crítica do Cineweb, fez um elo interessante entre os dois: “um começa onde o outro termina”. “Pachamama” olha para trás, para como a América do Sul foi formada; “Perro Come Perro” parte do cenário já dado, obviamente fruto da história.

-- “Juventude” e “Cochochi”

Domingos Oliveira teatraliza a relação entre três senhores que se encontram para lembrar do passado. Diálogos e câmera são o esteio do filme. O importante é falado (ironia, textos cômicos), não fica de fora ou sugerido.

Já o mexicano faz outro caminho: fala-se pouco, aposta-se no olhar e no ambiente onde os planos são filmados. Silêncio, roteiro não mirabolantes e pequenos pedaços de história dentro da grande história.


Resumindo: Domingos está mais para Woody Allen; Cárdenas e Guzman para diretores iranianos.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Bressane em Gramado

de Gramado, Rio Grande do Sul

Bressane é um choque. Ele acabou de dar uma coletiva calorosa aqui no Festival de Gramado, pois vai ser homenageado na noite de hoje com o troféu Eduardo Abelim. Semana passada, já havia declarado que não entendia a razão da homenagem. Afinal, Gramado, nos últimos anos, prefere celebridades a filmes potentes.

São muitas idéias despejadas. Uma capacidade de associação absurda. Citações a escritores, filósofos, pensadores. Pra quem é jovem, o exemplo do “chutar o pau da barraca” dentro do cinema nacional é Cláudio Assis (“Amarelo Manga”, “Baixio das Bestas”). Aliás, o título do novo filme de Cláudio, “A Febre do Rato” é quase igual ao novo de Bressane, “Erva do Rato”. Também tem algo de bressaniano a falência e a mediocridade do ser humano que Cláudio aponta em “Amarelo Manga”.

Mas Bressane, 62 anos, parece ser mais articulado. Para os jornalistas, que precisam classificar para facilitar o entendimento (afinal, não fazemos tratados sociológicos), fica difícil resumir o que é o cineasta. Talvez quem já tem 20, 30 e até 40 anos de profissão seja mais hábil em fazê-lo – e já estejam acostumados com idéias bressanianas.

Pra quem é jovem, não. Ele é uma injeção de vida, uma vontade de descobrir. À priori, repassando as anotações da coletiva, dá pra encontrar algumas contradições em seu discurso. Mas algo de quente ali tem.

O tempo vai explicar o que é esse algo.

Acadêmicos e populares

de Gramado, Rio Grande do Sul

Brasileiro tem mania de autoridade. Sérgio Buarque de Holanda, em “Raízes do Brasil”, aprofunda a idéia de cordialidade, traço que marca o país desde a escravidão. É a relação que permite um contato entre classes sociais diferentes que não altera nem uma vírgula das diferenças sociais (os estratos continuam o mesmo). Com os anos, fomos criando uma mania de dar crédito apenas ao que tem um ar de autoridade. O popular vira folclore, pra guardar num museu, e o erudito ganha status de cultura, merecedor de respeito.

Na música, é mais ou menos assim: os ex-office boys Claudinho e Buchecha gravam “Fico Assim Sem Você” e a canção é considerada de “baixa qualidade”; a Adriana Calcanhotto regrava e a classe média pronuncia um sonoro “ahh, como é bonitinho!”.

E ontem, aqui em Gramado, foi dia do erudito e acadêmico virar muleta e jogar o popular, que brilha sem filosofar, para escanteio. O curta “Hiato”, do carioca Vladmir Seixas, que participa da mostra competitiva, fala da ocupação que o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) fez no shopping Rio Sul, em Botafogo, em 2000. Sete aos depois, o diretor conversa com alguns militantes que participaram do atos e mescla com imagens de arquivos, que mostram seguranças e atendentes olhando para os favelados com um ar de nojo.

As entrevistas com os pobres (mesmo que prejudicada pela ausência de luz em uma confusa referência à estética da fome de Glauber Rocha) são geniais. Nas falas, a pobreza não ganha nenhuma definição politicamente correta, principalmente com uma senhora, ex-prostituta, que passa a mensagem sem atravessadores.

Mas há sempre a muleta dos acadêmicos. Não contente com a fala de quem participou do ato, o diretor recorre ao documentarista Silvio Tendler, a pesquisadora Ivana Bentes e de um filósofo que, um milhão de desculpas, eu não anotei o nome (e o filme não tem site para consulta).

Ivana, que polemizou no lançamento de “Cidade de Deus” com a idéia da cosmética da fome, chove no molhado no depoimento em “Hiato”. Ela solta um óbvio “as novas mídias possibilitam tomar contato com o fato cru, em tempo real”. E?

Tendler, que ironiza/elogia a estética da fome do diretor do curta, solta um “globaritarismo”. Alguém me explica o que é isso?

Mas a pérola vem do filósofo: ao falar do impacto da ocupação de pobres em um shopping center, ele solta um “choque de intensidade”. Hã? Oi? Como assim? Como diria José Simão, uma linguagem tucanada, mãe do “choque de capitalismo” de Gilberto Gil e do “choque de gestão” de Arruda e Alckimin.

Sem meio-termo, sem desvio de caminho. Para que enfiar um “choque de intensidade” quando um dos ocupantes do shopping já decretara: “os lojistas olhavam pra gente com cara de nojo. E o nojo é deles mesmo, pois o dono mandou apenas baixar as portas, não olhar pra gente daquele jeito. Os balconistas não são ricos! Pergunta se algum deles moram em Botafogo?!”.

Uma aula de consciência de classe dada por um pobre em apenas 30 segundos.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Negros em Gramado

de Gramado, Rio Grande do Sul

Um desafio interessante ao caminhar pelas simpáticas ruas de Gramado: encontrar um negro. Por cerca de uma hora e meia, fiquei sentado nas mesas de um café próximo ao Palácio dos Festivais, local de exibição dos filmes do festival. Notei a presença de apenas dois negros, duas senhoras que entraram em uma loja.

Gramado é uma cidade turística da serra gaúcha. Quem formou o povoado, em meados da década de 1870 foi uma dupla de luso-açorianos. Quem construiu a cidade foram imigrantes italianos e alemães.

Pois bem, andar nas ruas da cidade assemelha-se a caminhar por ruas da Alemanha. O refresco do ar “deutche” (como definiu meu amigo Marcelo, gaúcho) está na entrada do Cine Vídeo (centro com estandes publicitários do festival). Há uma área onde rola black music (tipo Chris Brown), cheia de garotada, com roupas folgadas. Sem a presença de casacos longos.

Ali pertinho dessa área, durante a tarde desta segunda-feira (11/08), o cineasta Jeferson Dê, paulistano criador do Dogma Feijoada, dava entrevista para a imprensa. Também por lá estava o ator André Ramiro, o PM André Matias de “Tropa de Elite”. Recentemente, Ramiro, nascido na Vila Kenedy (Rio), atacou de cantor de rap. Ambos estão ministrando oficinas como atividades paralelas do festival. Um dos debates: o papel do negro na cultura brasileira.

A política em Gramado

de Gramado, Rio Grande do Sul

A cidade está em clima de cinema, obviamente. É bonito ver as atrações turísticas que se armam em torno do Palácio dos Festivais, local de exibição dos filmes. Mas nem só de filmes vive a cidade. A política está por aqui, viva.

Na capa da edição de sexta-feira do Correio Gramadense, a propaganda de dois candidatos à prefeitura da cidade. Abaixo das três manchetes principais, Fedoca, do PDT, traz o lema “Gramado para todos”. No pé da página, o candidato da situação, Nestor Tissot, do PP, companheiro de partido do atual prefeito, Pedro Henrique Bertolucci, reeleito em 2004 derrotando Fedoca no primeiro turno.

O bissemanal Jornal de Gramado, também na edição de sexta-feira, traz as mesmas propagandas. A posição, porém, está invertida: a situação está acima, a oposição abaixo.

Nas páginas internas do Correio Gramadense (sem versão online disponível), uma foto ilustrando notícia sobre a abertura do diretório político da situação ocupa três quartos de página. O candidato da oposição tem duas diretas sobre sua campanha. Ambas ocupam duas colunas de meia página.

Já na página 4 do Jornal de Gramado, os candidatos parecem ter pesos parecidos. À esquerda, no topo de uma das páginas, uma aspas do candidato da situação. À direita, aspas do candidato da oposição. Ambas foram retiradas de um programa de rádio e versam sobre o mesmo assunto: turismo, a principal atração da cidade.

Pós-modernismo

de Gramado, Rio Grande do Sul

Ontem foi dia de pós-modernidade no Festival de Gramado. Baixou aqui a hype/moderninha Clarah Averbuck. Seus livros e escritos na blogsfera serviram de inspiração para “Nome Próprio”, longa de Murilo Salles que briga pelo Kikito na categoria. Leandra Leal, protagonista do filme, é candidata disparada pelo prêmio de melhor atriz (foto à esquerda).

O filme do Murilo é filme de profissional. A protagonista tem um umbigo gigante, e acha que é a mais especial da face da terra. Mas o personagem feminino, como raramente se vê na produção recente do cinema nacional, é redondo, íntegro. Bem composto.

Ela incomoda. Com seu frisson em escrever um livro, faz umas viagens misturando cerveja e comprimidos. Exemplo: quando um amigo sugere que ela arrume um emprego, Camila (Leandra Leal) responde: “Eu preciso me concentrar para escrever meu livro. Sou muito dispersa”.

E na condição de garota classe-média que leva a vida como uma “aventura” – mas sem dispensar o kit sobrevivência que a mãe manda para o apê –, vai de paixão em paixão, lendo Leminski, pensando em Bukowski e citando John Fante.

Pós-moderna, ou modernidade líquida ou hipermodernidade. Individual, egotrip, dramas fakes, cerveja quenta, citação filosófica, narrativa centrada no eu como o ser mais essencial da terra. Abrir as portas do filme com a chave da pós-modernidade dá uma baita clareada da personagem que Murilo Salles criou.

Pode-se gostar ou não do filme, opção natural. Mas não dá para negar que ele está antenado com o que acontece hoje.

Em tempo: sobre o personagem feminino, no blog do filme há um texto interessante sobre como Camila foi pensada. Lá rolam as idéias do feminismo, Focault, Freud e psicanálise.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Louis Garrel

Desde meados da década de 1960 até os anos 2000, o cinema francês tem três nomes fortes quando o assunto é atuação. Gerard Depardieu estreou nos cinemas em 1967 com “Le Beatnik et le Minet”, mas explodiu para o grande público com a atuação em “Asterix e Obelix Contra César” (1999) – apesar de “Cyrano”, produzido nove anos antes, ter garantido premiação em Cannes e indicação ao Oscar.

Jean Reno (marroquino batizado Juan Moreno y Jederique Jiménez) já deu boas andadas em Hollywood com “A Pantera Cor de Rosa”, “Código Da Vinci” e “Missão Impossível”, mas estreou nos cinemas em “L’Hipothèse du Tableau Volé”.

Já Danieal Auteuil, também cinquentão assim como Reno, é marcado, no Brasil, pela neurose de “Caché” (2005), a sensualidade de “Pintar ou Fazer Amor” (2005) e a singeleza de “Conversas Com Meu Jardineiro” (2007).

Porém, pós anos 2000, uma carinha nova apareceu no pedaço. Louis Garrel, diferente dos três antecessores, é bonito, além de ser bom ator. Surgiu com força em “Os Sonhadores” (2003), de Bertolucci. Em 2005, imergiu nos anos 60 para viver François Dervieux em “Amantes Constantes”. Este ano, no Brasil, Garrel veio com “Em Paris” e “Canções de Amor”, ambos sob a direção de Christophe Honoré.

Atenta a ele, a edição bimestral julho/agosto da Cahiers du Cinéma, a revista impressa de cinema mais importante do mundo ao lado da Variety, traz o ator na capa, com um perfil. A manchete: “Louis Garrel: A Grande Conversa” (clique aqui).

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Deleite para os ouvidos

Se a Cinemateca paulistana propõe, a partir de sexta, um mergulho nos anos 10 com uma mostra de cinema mudo composta por filmes com acompanhamento musical ao vivo, o CCBB não ficou para trás. Começa nesta terça-feira (05/08) a mostra Luz, Câmera, Música!: Cineastas Compositores. As exibições vão passar por Rio, Brasília e São Paulo.

Serão exibidos filmes de cineastas que compõem as próprias trilhas. Destaque para Tony Gatlif, Carlão Reichenbach, Emir Kusturica e Alejandro Amenabar.

Gatlif aparece com “Vengo” e “Estrangeiro Louco”. Há de se pontuar uma ausência: “Transylvânia”, último filme do diretor, traz o primor de variações musicais ciganas, centrado em uma personagem que, em viajem à Romênia, entra em descontrole interior. Uma senhora ausência.

Para compensar, outro primor. Alejandro Amenabar se destaca com “Mar Adentro”, cuja gaita de fole do galego Carlos Nuñez dá liberdade a um personagem preso à cadeira de rodas.

Carlão, fissurado por música, chega com “Alma Corsária” e “Extremos do Prazer”. Já Tom Tyker chega com “Perfume” – sim, “Corra, Lola, Corra” ficou de fora.

Dá uma olhada na programação carioca abaixo. Em Brasília, a mostra chega dia 19; em SP, dia 20:

PROGRAMAÇÃO - RIO

TERÇA, 5 DE AGOSTO

15h30 - Memórias Em Super-8. Emir Kusturica (Super-8 Stories, Alemanha / Itália, 2001) 90 min

17h30 - Morte Ao Vivo. Alejandro Amenábar (Tesis, Espanha, 1996) 125 min

19h30 - Extremos do Prazer. Carlos Reichenbach (Extremos do Prazer, Brasil, 1984) 92 min

QUARTA, 6 DE AGOSTO

15h30 – Simples Desejo. Hal Hartley (Simple Men, EUA, 1992) 137 min

17h30 – Vengo. Tony Gatlif (Vengo, França / Espanha / Alemanha / Japão, 2000) 90 min

19h30 - Timecode (Timecode, EUA, 2000) 97 min

QUINTA, 7 DE AGOSTO

15h30 - A Vida é um Milagre. Emir Kusturica (Zivot je Cudo, Sérvia & Montenegro / França, 2004) 155 min

19h – Inverno Quente. Tom Tykwer (Winterschläfer, Alemanha, 1997) 122 min

SEXTA, 8 DE AGOSTO

15h30 - Alma Corsária. Carlos Reichenbach (Alma Corsária, Brasil, 1993) 112 min

17h30 – Palestra “Música no cinema” com David Tygel, um dos principais compositores de trilha sonora no Brasil.

19h30- Mar Adentro. Alejandro Amenábar(Mar Adentro, Espanha/França/Itália , 2004) 125 min

SÁBADO, 9 DE AGOSTO

19h – Perfume. Tom Tykwer (Perfume: The Story of a Murderer, Alemanha/ França/ Espanha, 2006) 147 min

DOMINGO, 10 DE AGOSTO

16h - Morte Ao Vivo. Alejandro Amenábar (Tesis, Espanha, 1996) 125 min

19h – Timecode. Mike Figgs (Timecode, EUA, 2000) 97 min

TERÇA, 12 DE AGOSTO

15h30 - Alma Corsária. Carlos Reichenbach (Alma Corsária, Brasil, 1993) 112 min

17h30 – Vengo. Tony Gatlif (Vengo, França / Espanha / Alemanha / Japão, 2000) 90 min

QUARTA, 13 DE AGOSTO

15h30 - Flerte. Hal Hartley (Flirt, EUA / Alemanha / Japão, 1995) 85 min

17h30 - Justiça Cega. Mike Figgs (Internal Affairs, EUA, 1990) 115 min

19h30 - Mar Adentro. Alejandro Amenábar(Mar Adentro, Espanha/França/Itália , 2004) 125 min

QUINTA, 14 DE AGOSTO

15h30 - Justiça Cega. Mike Figgs (Internal Affairs, EUA, 1990) 115 min

SEXTA, 15 DE AGOSTO

15h30 - Morte Ao Vivo. Alejandro Amenábar (Tesis, Espanha, 1996) 125 min

17h30 - O Estrangeiro Louco. Tony Gatlif (Gadjo Dilo, Romênia / França, 1997) 102 min

19h30 - Inverno Quente. Tom Tykwer (Winterschläfer, Alemanha, 1997) 122 min

SÁBADO, 16 DE AGOSTO

19h - A Vida é um Milagre. Emir Kusturica (Zivot je Cudo, Sérvia & Montenegro / França, 2004) 155 min

DOMINGO, 17 DE AGOSTO

16h - Perfume. Tom Tykwer (Perfume: The Story of a Murderer, Alemanha/ França/ Espanha, 2006) 147 min

19h - Simples Desejo. Hal Hartley (Henry Fool, EUA, 1997) 137 min