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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Melhores do Ano

Kylie Minogue em Holy Motors

Para os que não tem pressa com listas, estão dispostos a revisão e ao diálogo, dois avisos.

1: A Revista Interlúdio acaba de soltar sua lista de Melhores do Ano de 2012, elaborada pelos redatores fixos. Cada um dos longas do Top 10 ganha uma resenha. Para os que se divertem com listas, elas também estão lá.

O link para a lista de Melhores do Ano e suas respectivas resenhas está aqui. Para acessar as listas individuais, clique aqui. Escrevi sobre Cosmópolis e Drive, meus 3º e 9º colocados, respectivamente.

2: A Abraccine - Associação Brasileira de Críticos de Cinema também soltou seus premiados, segundo os votos dos associados. Deu Febre do Rato como Melhor Filme Brasileiro, A Separação como Filme Estrangeiro e O Duplo como curta-metragem.

O link para o post do blog da Abraccine está aqui.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sobre Cosmópolis (ou o drible de Cronenberg)

Robert Pattinson, o bilionário amortecido

Cosmópolis, o novo de Cronenberg, é o que mais desafia o lugar confortável do espectador entre os longas que estrearam no Brasil neste ano de 2012.

Não que seja este um filme cifrado, hermético, apenas para os iniciados e aprofundados nos códigos do cinema. É, sim, um filme que pede uma saída do lugar passivo – aquele no qual a pessoa espera o filme acontecer – para ir em direção a ele, fazendo, assim, com que ele aconteça.

Há um objetivo inicial do personagem principal, Erick Packer – cortar o cabelo. Mas cada cena constitui uma unidade que tem de se resolver (e se resolve) sozinha. Individualmente provocam um gozo. Juntas formam o mosaico de Erick – e, em última instância, do capitalismo moderno, da especulação financeira, do dinheiro que faz dinheiro, do anestesiamento de tudo que não seja o poder.

Como notou Sergio Alpendre no texto para a Revista Interlúdio [leia aqui a crítica], Cronenberg usa a canastrice de Robert Pattinson a favor de um filme que não usa um registro naturalista. E isso obviamente causa um incômodo a quem entende cinema como sinônimo de imitação da vida, de aposta na ideia da continuidade – acho que Trabalhar Cansa, com pretensões distintas das de Cronenberg, também passou pelo preconceito das “interpretações artificiais”.

Não vale ficar aqui citando todas as cenas do filme, suas possíveis leituras. Ou destacar este ou aquele diálogo num filme cujo encantamento depende demais do texto. Nem há sentido em apenas descrever os procedimentos para um espectador que ainda não viu o filme.

Isso eu deixo para os grandes como o Inácio Araújo, que com sua conhecida habilidade em dar conta da passagem da leitura do filme ao texto crítico, como vê-se nesta crítica aqui.

E uma recomendação viva para que você veja Cosmópolis, o filme do homem-limusine, antes que ele seja chutado das salas.

Um texto mais sério fica para quando o filme sair em DVD.