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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Melhores do Ano

Kylie Minogue em Holy Motors

Para os que não tem pressa com listas, estão dispostos a revisão e ao diálogo, dois avisos.

1: A Revista Interlúdio acaba de soltar sua lista de Melhores do Ano de 2012, elaborada pelos redatores fixos. Cada um dos longas do Top 10 ganha uma resenha. Para os que se divertem com listas, elas também estão lá.

O link para a lista de Melhores do Ano e suas respectivas resenhas está aqui. Para acessar as listas individuais, clique aqui. Escrevi sobre Cosmópolis e Drive, meus 3º e 9º colocados, respectivamente.

2: A Abraccine - Associação Brasileira de Críticos de Cinema também soltou seus premiados, segundo os votos dos associados. Deu Febre do Rato como Melhor Filme Brasileiro, A Separação como Filme Estrangeiro e O Duplo como curta-metragem.

O link para o post do blog da Abraccine está aqui.


sábado, 25 de agosto de 2012

Começa o Festival de Curtas da Kinoforum

23º Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo

Começou nesta sexta-feira a 23ª edição do Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo, realizado pela Kinoforum. É a principal janela para o curta em festivais brasileiros, reunindo extensas mostras competitivas - nacional e internacional - além de programas paralelos.

Vou escrever sobre alguns filmes para a Revista Interlúdio [a página com as críticas pode ser acessada aqui]. A cobertura começa com O Duplo, de Juliana Rojas (Trabalhar Cansa), exibido na Semana da Crítica no Festival de Cannes em 2012.

Sabrina Greve, a protagonista de O Duplo, curta de Juliana Rojas

O Duplo (Brasil, 2012), de Juliana Rojas


Num momento de banalização da imagem é prazeroso observar uma obra com coerência, ainda mais quando caminha em evolução. Nos curtas de Juliana Rojas, seja nas incursões solo ou nas parcerias com Marco Dutra, há uma volta constante da cineasta a um universo cinematográfico que lhe é bastante familiar, o do Horror.

Olhando em retrospectiva desde 2003, quando fez O Lençol Branco com Dutra, não há um curta ruim na filmografia de Rojas. Há produções mais fracas (Vestida) ou menos interessantes (As Sombras). Não há enquadramentos equivocados ou um virtuosismo vazio da câmera que só chama atenção para si. Não há desperdícios ou fetiches.

O que se nota é uma precisão para lidar com a duração no formato curta-metragem, a sensibilidade de deixar que a essência da cena determine a feitura do plano e a inteligência em trabalhar com a sugestão, não a explicação – como na cena de Pra Eu Dormir Tranquilo em que a mãe pergunta para o filho “cadê os passarinhos?”, cuja resposta o espectador intui.

Continue lendo a crítica de O Duplo na Revista Interlúdio.