Mostrando postagens com marcador A Árvore da Vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A Árvore da Vida. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Oscar 2012: veja lista dos indicados ao prêmio da Academia

Algumas surpresas na lista do Oscar
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou na manhã desta terça-feira (24/1) os indicados ao Oscar de 2012. A lista completa segue abaixo. A análise com as surpresas, injustiças e escolhas precisas pode ser conferida neste link no Cineclick. Alguns breves comentários:

- Na categoria Melhor Filme, a Academia indicou nove filmes, sendo sete já incluídos na premiação do Sindicato dos Produtores (PGA). Entraram A Árvore da Vida e Tão Forte, Tão Perto -- saiu Missão Madrinha de Casamento.

- Já em Melhor Ator, duas surpresas: Nick Nolte e Max von Sydow.

- No roteiro, ótima surpresa: Asghar Farhadi, de A Separação [leia a crítica] foi um dos cinco indicados. Por outro lado, Missão Madrinha de Casamento também foi indicado. Que coisa...

- Na direção, David Fincher foi ignorado, assim como em Melhor Filme, já que Millenium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres ficou fora.

- Na categoria Melhor Atriz, que parecia ser a mais fechada e com menos surpresas, teve uma troca significativa: saiu Tilda Swinton, de Precisamos Falar sobre Kevin, e entrou Rooney Mara, de Millenium.

- Fato raro: um ano sem nenhum filme da Pixar indicado a Melhor Animação. Rio, de Carlos Saldanha, não entrou.

- Na Trilha Sonora, John Williams abocanhou duas indicações por Cavalo de Guerra e As Aventuras de Timtim. Se ele espirrar, a Academia vai indicá-lo. Mas o genial Alexandre Desplat, candidato por A Árvore da Vida, Carnage e Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II, passou longe. É...

- Em filme estrangeiro, o belga Bullhead foi indicado. Piada, né? Filme fraquíssimo.

- Apenas duas canções originais foram indicadas. Regras da Academia de elegibilidade, coeficiente etc (entenda aqui no artigo IV, Voting)

Melhor Filme

Cavalo de Guerra (War Horse)
O Artista (The Artist)
O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)
Os Descendentes (The Descendants)
A Árvore da Vida (The Tree of Life)
Meia-noite em Paris (Midnight in Paris)
Histórias Cruzadas (The Help)
A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)
Tão Forte, Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close)

Atriz Coadjuvante

Bérénice Bejo (O Artista)
Jessica Chastain (Histórias Cruzadas)
Melissa McCarthy (Missão Madrinha de Casamento)
Janet McTeer (Albert Nobbs)
Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

Ator Coadjuvante

Kenneth Branagh (Sete Dias com Marylin)
Jonah Hill (O Homem que Mudou o Jogo)
Nick Nolte (Warrior)
Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)
Max von Sydow (Tão Forte, Tão Perto)

Melhor Atriz

Glenn Close (Albert Nobbs)
Rooney Mara (Millenium - O Homem que Não Amava as Mulheres)
Viola Davis (Histórias Cruzadas)
Meryl Streep (Dama de Ferro)
Michelle Williams (Sete Dias com Marylin)

Melhor Ator

Demian Bichir (A Better Life)
George Clooney (Os Descendentes)
Jean Dujardin (O Artista)
Gary Oldman (O Espião que Sabia Demais)
Brad Pitt (O Homem que Mudou o Jogo)

Melhor Direção

Michel Hazanivicus (O Artista)
Alexander Payne (Os Descendentes)
Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)
Woody Allen (Meia-noite em Paris)
Terrence Malick (A Árvore da Vida)

Melhor Roteiro Original

The Artist
Bridesmaids
Midnight in Paris
Margin Call
A Separation

Melhor Roteiro Adaptado

The Descendants
Hugo
The Ides of March
The Girl With the Dragon Tattoo
Tinker Tailor Soldier Spy

Melhor Filme em Língua Estrangeira

Bullhead
Footnote
In Darkness
Monsier Lazhar
In Separation

Melhor Animação

A Cat in Paris
Chico & Rita
Kung Fu Panda 2
Puss in Boots
Rango

Melhor Curta-metragem em Animação

 Dimanche/Sunday, de Patrick Doyon
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore, de William Joyce and Brandon Oldenburg
La Luna, de Enrico Casarosa
A Morning Stroll, de Grant Orchard and Sue Goffe
Wild Life, de Amanda Forbis e Wendy Tilby

Melhor Curta-metragem

Pentecost, de Peter McDonald and Eimear O'Kane
Raju, de Max Zähle and Stefan Gieren
The Shore, de Terry George and Oorlagh George
Time Freak, de Andrew Bowler and Gigi Causey
Tuba Atlantic, de Hallvar Witzø

Melhor Trilha Sonora

As Aventuras de Timtim (John Williams)
O Artista (Ludovic Bource)
A Invenção de Hugo Cabret (Howard Shore)
O Espião que Sabia Demais (Alberto Iglesias)
Cavalo de Guerras (John Williams)

Melhor Canção Original

Man or Muppet, de Os Muppets (Música e letra de Bret McKenzie)
Real in Rio, de Rio (Música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown, letra Siedah Garrett)

Edição de Som

Drive (Lon Bender e Victor Ray Ennis)
Millenium – Os Homens Homens que Não Amavam as Mulheres (Ren Klyce)
Hugo (Philip Stockton e Eugene Gearty)
Transformers: O Lado Oculto da Lua (Ethan Van der Ryn e Erik Aadahl)
Cavalo de Guerra (Richard Hymns and Gary Rydstrom)

Mixagem

Millenium – Os Homens que Amavam as Mulheres (David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce e Bo Persson)
Hugo (Tom Fleischman and John Midgley)
O Homem que Mudou o Jogo (Deb Adair, Ron Bochar, Dave Giammarco e Ed Novick)
Transformers: O Lado Oculto da Lua (Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush e Peter J. Devlin)
Cavalo de Guerra (Gary Rydstrom, Andy Nelson, Tom Johnson e Stuart Wilson)

Efeitos Visuais

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II (Tim Burke, David Vickery, Greg Butler and John Richardson)
A Invenção de Hugo Cabret (Rob Legato, Joss Williams, Ben Grossman e Alex Henning)
Gigantes de Aço (Erik Nash, John Rosengrant, Dan Taylor e Swen Gillberg)
Planeta dos Macacos: A Origem (Joe Letteri, Dan Lemmon, R. Christopher White e Daniel Barrett)
Transformers: O Lado Oculto da Lua (Scott Farrar, Scott Benza, Matthew Butler e John Frazier)

Melhor Maquiagem

Albert Nobbs (Martial Corneville, Lynn Johnston e Matthew W. Mungle)
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II (Edouard F. Henriques, Gregory Funk e Yolanda Toussieng)
A Dama de Ferro (Mark Coulier e J. Roy Helland)

Melhor Documentário

Hell and Back Again
If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front
Paradise Lost 3: Purgatory
Pina
Undefeated

Melhor Documentário em Curta-metragem

The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement
God Is the Bigger Elvis
Incident in New Baghdad
Saving Face
The Tsunami and the Cherry Blossom

Melhor Montagem

O Artista (Anne-Sophie Bion e Michel Hazanavicius)
The Descendants (Kevin Tent)
Millenium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (Kirk Baxter e Angus Wall)
A Invenção de Hugo Cabret (Thelma Schoonmaker)
O Homem que Mudou o Jogo (Christopher Tellefsen)

Direção de Arte

O Artista (Production Design: Laurence Bennett; Set Decoration: Robert Gould)
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II (Production Design: Stuart Craig; Set Decoration: Stephenie McMillan)
A Invenção de Hugo Cabret (Production Design: Dante Ferretti; Set Decoration: Francesca Lo Schiavo)
Meia-noite em Paris (Production Design: Anne Seibel; Set Decoration: Hélène Dubreuil)
Cavalo de Guerra (Production Design: Rick Carter; Set Decoration: Lee Sandales)

Melhor Fotografia

O Artista (Guillaume Schiffman)
Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres (Jeff Cronenweth)
A Invenção de Hugo Cabret (Robert Richardson)
A Árvore da Vida (Emmanuel Lubezki)
Cavalo de Guerra (Janusz Kaminski)

Melhor Figurino

Anônimo (Lisy Christl)
O Artista (Mark Bridges)
A Invenção de Hugo Cabret (Sandy Powell)
Jane Eyre (Michael O'Connor)
W.E. - O Romance do Século (Arianne Phillips)










quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Alexandre Desplat: o compositor mais quente de cinema nos EUA


Por quatro vezes o compositor francês Alexandre Desplat passou perto de abocanhar uma estatueta do Oscar como compositor. Em 2008, seu trabalho em A Rainha perdeu para Gustavo Santaloalla em Babel. Em 2009, foi um dos 13 indicados de O Curioso Caso de Benjamin Button a sair de mãos abanando – perdeu para A.R. Rahman, de Quem Quer Ser um Milionário?.

Em 2010, suas músicas para O Fantástico Sr. Raposo perderam para o carisma de Up – Altas Aventuras. Em 2011, nem a vitória de O Discurso do Rei nas quatro principais categorias ajudou a Desplat levar a sua também.

Para a edição de 2012 do Oscar, os trabalhos em A Árvore da Vida, de Terrence Malick, e Harry Potter e as Relíquias da Morte colocam o músico de 50 anos como provável indicado à premiação da Academia. “Nunca se sabe, pois o Oscar pode ser um ser um senhor cheio de humores”, brincou em entrevista ao Cineclick. Desplat está no Brasil para apresentar alguns de seus trabalhos para o cinema como regente da Jazz Sinfônica. O evento acontece no Sesc Pinheiros, em São Paulo, às 21h.

Desplat começou compondo para curtas-metragens há 26 anos, passou a ser comentado fora do meio musical a partir da primeira parceria com Jacques Audiard em Regarde les hommes tomber (1994), mas é apenas quando George Clooney o convida para Syriana – A Indústria do Petróleo que Desplat deixa de ser um homem das sombras para o público de cinema.

A matéria completa pode ser lida neste link no Cineclick – Tudo Sobre Cinema.

Ouça a um trecho da trilha de Desplat para A Árvore da Vida



Ouça L'abandon, uma das peças mais bonitas de Desplat



Ouça The Household, composição de Desplat para O Discurso do Rei

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sean Penn e Brad Pitt: a maldição de Terrence Malick

Ganhar Cannes com dois atores muito populares (Brad Pitt e Sean Penn) é uma faca de dois gumes para o filme de Terrence Malick. O lado bom é a visibilidade excessiva para A Árvore da Vida. O lado ruim é a mesma visibilidade excessiva.

Se não fosse a Palma de Ouro e a dupla de atores, o filme ficaria restrito ao círculo de cinéfilos que já conhece os outros quatro longas de Malick, a um público interessado pela pretensão filosófica e metafísica do filme ou a leitores que acompanharam críticas favoráveis e decidiram dar uma chance ao introvertido cineasta texano. Porém, a visibilidade excessiva tem criado, ao menos em São Paulo, uma onda de “cidadãos indignados” que se sentiram traídos por seus dois atores-fetiche.

Comentários no Twitter, Facebook, blogs ou em críticas deixam transparecer, nas entrelinhas, a sensação de “comprei gato por lebre”. Esperavam um “filme de arte” como O Curioso Caso de Benjamin Button ou Milk – A Voz da Igualdade e levaram uma tijolada na cabeça que obriga ao espectador a articular pensamentos para defender uma opinião de qualidade.

As reações animalescas ao filme e aos críticos que o defendem (me incluo no grupo) são sintoma do que o crítico de cinema Inácio Araújo já apontara: não temos leitores de cinema, mas consumidores. Nada contra á existência de uma fatia de pessoas que vão às críticas para decidir assistir ou não a um filme.

O problema é encarar a análise de cinema apenas como guia de consumo, posição que permite os comentários arrogantes e ofensivos. Opera-se da seguinte maneira: se eu, espectador, gosto do filme, mas o crítico não, o escriba é um burro; se a operação é inversa, o crítico também é um burro.

Como costuma dizer Julio Bressane, é o reino da mediocridade, da falta de entusiasmo do ser humano em sair do lugar naturalmente mediano que todos nós dividimos e caminhar em direção a algo que não compreendemos. Cada vez mais esse movimento tem parecido um esforço penoso para muita gente.

Por isso, a reação animalesca de leitor/consumidor que se sente traído e roubado por quem apontou méritos em A Árvore da Vida: “O pior filme que vi na minha vida”, “uma merda”, “fiquei feliz quando acabou”, “o diretor se perdeu na história”, “idiota”. Idiota, pois, é quem, no anonimato da internet, xinga em vez de articular, ofende em vez de defender posicionamentos com ideias.

A “maldição” de Terrence Malick é ter dois medalhões no elenco e ter ganho uma Palma de Ouro. Com isso, será metralhado por espectadores/consumidores que se sentiram traído por seus atores terem embarcado num projeto “sem pé nem cabeça”, “uma viagem”.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A Árvore da Vida: dia especial para o cinema

Hoje, sexta-feira, 12 de agosto, é um dia especial para o cinema. Trata-se da data de estreia de A Árvore da Vida, de Terrence Malick. Como já indiquei na crítica para o Cineclick, considero um grande filme, mas que poderia ser uma obra-prima -- digo isso, claro, sem ter feito uma delicada revisão, a qual pode destruir todas as certas do início desta sentença.

Mas não é especial porque eu gostou ou deixo de gostar. A razão é simples: vemos chegar aos cinemas um filme de imensas pretensões tanto na narrativa cinematográfica quando na inquietação do discurso: por que estamos vivos?

Especial por ser muito raro, para quem trabalha no exercício diário da crítica de cinema, ter um filme-tijolo (no bom sentido) como esse. Pois 90% do que assistimos vai embora no xixi logo após a exibição, 9% permanece até o fim do mês e 1% resiste na cabeça com o passar dos anos.

A Árvore da Vida tem todo potencial de permanecer em nós e se revelar maior a cada revisão. Poucos são os filmes do nosso cotidiano que possibilitam receber grandes textos com premissas completamente diferentes como ele tem recebido aqui no Brasil.

Até agora, meados de agosto, coloco a mais recente invenção de Malick ao lado de Cópia Fiel e Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas como os grandes filmes de 2011.

Olhando para o que deve estrear até o fim do ano, acho bem difícil algum chegar perto da tríade. Vejo potencial em três brasileiros como bons filmes (com "b" maiúsculo), mas um pouco abaixo dos de Malick, Kiarostami e Apichatpong: Febre do Rato, Trabalhar Cansa e O Palhaço.

A ver.